Mostrar mensagens com a etiqueta Sucessos Esquecidos Anos 80. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sucessos Esquecidos Anos 80. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Absolute Beginners - David Bowie

Todos nós começámos por algum lado.
Um dia fomos embrião, noutro fomos pela primeira vez à escola, embirrámos com a primeira borbulha, vibrámos com a primeira vez que fizemos amor.
Principiantes mais do que uma vez, até ao derradeiro princípio que marcará o fim de tudo.

Em "Absolute Beginners", de 1986, o saudoso David Bowie canta sobre as primeiras paixões, ao mesmo tempo precárias como uma chama e poderosas como um fogo.
Uma música belíssima, com aquele travozinho delicodoce e melodramático que encantava este vosso escriba, então um jovem romântico com 15 anos de idade e, pelo menos, já com uma lista de 15 paixões impossíveis.
Ainda hoje não sei porque raio gostava sempre das mais bonitas das turmas, bonecas perfeitas com cabeças de vento, que normalmente acabavam nas mãos dos bad boys igualmente burros que nem um calhau.

Adiante.

O que para aqui conta é que este Sucesso (Quase) Esquecido dos Anos 80 é, quase de certeza, a minha preferida de David Bowie.
Pode ouvi-la aqui em baixo, durante quase oito minutos, que não são muitos para o que é, e para quem, nestes tempos estranhos, também não terá muito para fazer.
Uma Boa Páscoa para todos, ainda que também ela principiante na sua condição kafkiana e distópica.

O "Pretérito Perfeito" regressa a 13 de Abril.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

I Ran - A Flock of Seagulls

Este blog esteve quase parado dois anos.
E é quando o presente parece cada vez mais envenenado que regressa agora, para relembrar o melhor dos melhores dias que passaram, o "Pretérito Perfeito" quando o futuro se escreve no condicional e com reticências...
Estes três pequenos parágrafos serão a mais pequena pista do que se passava por estes dias em que o mundo parou e a doença alastrava como fogo numa pradaria.
Porque este não é o local para escrever sobre isso; é sim o sítio para recordar os bons velhos tempos e, se possível, sem pensar em mais nada.

***

Para um superfã da música que se fazia nos Anos 80, é algo embaraçoso dizer-vos que ouvi este super sucesso... uns 25 anos depois.
Acredito que tenha feito furor nas discotecas no início daqueles anos dourados, podia até ser o hino da Seagull, a mítica discoteca na Arrábida, e ter passado centenas de vezes nas rádios, mas a verdade é que se deixou de ouvir e, portanto, estou mais ou menos desculpado por a ter ouvido pela primeira vez, salvo erro, no final do filme "A Ressaca", estava eu fugido nos cinemas que havia no Freeport.
Que som! Que sintetizadores!
E assim se tornou uma das minhas preferidas dos Anos 80.

O tema subiu ao topo dos tops nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, entre outros, mas em casa, no Reino Unido, o sucesso foi mais modesto.
A canção fala de um homem que tenta não se apaixonar por uma mulher atraente, até que os dois são raptados por extraterrestres.
Não faz qualquer sentido, mas ouve-se bem sentado.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Endless Road - Time Bandits

Uma das mais bonitas dos Anos 80, que jamais será um sucesso muito esquecido, por causa do seu som contagiante cheio de sintetizadores e do videoclip com a mítica cena de um tipo a fazer de um cacho de bananas um xilofone.

1985.
O ano mais pop dos Anos 80.
Os Time Bandits, rapazes holandeses, gravam este autêntico one hit wonder (ganha um Magnum de framboesa quem conseguir dizer o nome de outra boa música deles) e aqui o escriba nostálgico, com 14, 15 anos, deleita-se a cantarolar o tema ou apenas a ver as imagens naqueles tops de fim de semana ou no "Countdown" de Adam Curry.

O célebre videoclip foi gravado na Austrália por cameramens cangurus (não confirmado) e estaá repleto de imagens de sol, surf, cidades malucas e sintetizadores espatafúrdios.
Para além da actuação da banda ao vivo.
(Uma expressão parva... haverá actuações "ao morto"? Talvez no "Walking Dead"...)

O xilofone bananesco está ali em baixo, no vídeo, a partir dos 01:51.
Recordem, divirtam-se que eu vou ali lanchar qualquer coisa que isto das bananas deixou-me com fome.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Love Bites - Def Leppard

As melhores baladas que ouvi foram sempre da lavra de grupos do chamado rock pesado.
Aconteceu com os Guns n Roses, os Scorpions e talvez os Moonspell, se vasculhar bem no meio daquela gritaria gótica.
Não o vou fazer.

Hoje trago aqui os Def Leppard e "Love Bites".
À atenção de quem tem fetiches com vampiros.

Estas "mordidas de amor" é o sexto single do álbum "Cristina Ferreira", perdão, "Hysteria", de 1988.

Foi o "one hit wonder" deste grupo, atingiu o número 1 nos Estados Unidos e passou vezes sem conta nas rádios portuguesas no final da década dourada, os Anos 80, para quem anda distraído neste blog.

Sem muito mais a dizer sobre a musiquinha de hoje, aqui vai ela.
Pimba.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Flash - Queen

No mundo dos Super Heróis houve pelo menos três "Flashes":
O simplesmente Flash, o Flash Gordon e o flash da máquina fotográfica de Peter Parker, quando não era o Homem Aranha.

Este "Flash", dos Queen, é o Gordon.
Ou o gordo, para melhor diferenciarmos do outro Flash, rápido como uma flecha.

Tema electricamente pop de 1980, foi escrito por Brian May e fez parte da banda sonora de "Flash Gordon", cujas imagens ainda aparecem no video dos Queen.

Se bem estão lembrados, "Flash Gordon" é um filme de ficção científica, que conta como o Imperador Ming quer conquistar o Planeta Terra.
"Flash Gordon" é um jogador de futebol norte-americano que, juntamente com uma jornalista, são convencidos por um cientista a viajar até ao Planeta Mongo (hum?) para tentar salvar a Terra.

Não vi, mas parece pateta.
Parece que o melhor disto tudo é mesmo a música.
Aqui vai ela.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

J'aime la Vie - Sandra Kim

Sábado, 03 de Maio de 1986.
Perto da meia-noite.

Muitos anos antes das cantoras com barba, das fantasias de monstro, dos duos lésbicos e do lobby gay, Sandra Kim vence o Festival da Eurovisão.

E tudo com uma cançãozinha doce, positiva, sem pretensões.
Foi a noite em que todos cantámos "J'aime la Vie".

Eu tinha 14 anos, Sandra Kim só 13 (mentia dizendo que tinha 15), mas mesmo a distância entre Portugal e a Noruega, onde se realizou o Festival, não impediu que me apaixonasse ali, naquele momento, pela loirinha belga.

Sandra Kim conseguia o seu one hit wonder e eu, uma melodia para cantar a toda a hora.

"J' aime la Vie" transmitia o gosto da jovem Sandra pela vida (não é difícil quando se tem 13 anos), nomeadamente comer gelados, sair com os amigos ou ouvir música no walkman.

Obteve pontos de todos os países, mas correu o risco de ser desqualificada, precisamente por causa dos 13 anos da cantora, mas a Eurovisão fez ouvidos moucos para os protestos, porque só tinha ouvidos para esta canção que significava, ao mesmo tempo, que ainda não era o tempo de abandonar as melodias cantadas em francês.

Antes de recordarmos Sandra Kim e o "J'aime la Vie", em 1986, aqui fica um salto no tempo para 2011, quando o tema assinalou as bodas de prata.
Uma Sandra Kim, com 38 anos, replicando as cenas do vídeo de 1986.
Aqui.

E aqui em baixo, la vie en rose de Sandra e de todos os que éramos jovens em 86.
A vida parecia vir a ser feita em tons de algodão doce, não era?
Mas nem tudo é sopa de nabos.
Há que ter fé e cantar "J'aime, j'aime la vie"!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

The Riddle - Nik Kershaw

A letra deste sucesso esquecido dos Anos 80 merecia uma aula de Semiótica com o Professor Luís Carmelo.

Carmelo foi meu professor na Universidade Autónoma, e a impertinência e delírio da suas aulas foi o mais perto que cheguei das drogas duras.

Este "The Riddle" (enigma, em tradução livre) tem umas 993 palavras e outras tantas ideias difusas que, de acordo com o próprio Nik, não têm significado algum.

Ainda assim, graças à paciência, poliglotismo e a inusitada vontade de se voluntariar como escriba do primo Carlitos, aka "Carocha", que um dia chegou lá a casa com umas folhas A4 com a letra desta e de outras musiquinhas pop da altura, cheguei a ter esta canção na ponta da língua.
O mal é que depois usava a garganta para entoá-la desafinadamente.

Tema de 1984, "The Riddle" resultou num vídeo ainda mais espatafúrdio que a letra, não esquecendo que o próprio Nik contribui para o kitsch do quadro, com aquele cabelo espetado e aquele olhar à caçador de lebres do Polo Norte.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Always on My Mind - Pet Shop Boys

Elvis pode não estar vivo (ainda ontem a senhora que me vende o pão achou que o tinha visto numa carcaça), mas foi sempre, e vai continuar a ser, fonte de inspiração até para duos mais dedicados à pop electrónica.

Até pela minha personalidade não sou, de todo, fã de versões.
Prefiro que não estraguem os originais que, por norma, é o que acontece.

Mas aqui está um caso em que prefiro, de longe, a versão ao original de Brenda Lee em 1971, ou do hit de Elvis em 1972.

Este contagiante "Always on My Mind", dos Pet Shop Boys (um grande nome para banda) é de 1988.

Nessa altura já eu seguia, encantado, a sonoridade dos Pet Shop Boys, o mais perto que eu cheguei da ruidosa vaga de músicas electrónicas que invadiram, então, as discotecas.
O que se parece agora um sonho, se comparado com o que veio depois:
Música sertaneja, kizombas e kuduros.

"Always on My Mind" teve múltiplas versões (até de Zezé di Camargo & Luciano com o título"Eu Só Penso em Você"... vomitar...), mas a dos Pet Shpo Boys foi a única a alcançar 9 primeiros lugares nos tops de todo o mundo.
Nem o Elvis da carcaça fez melhor.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Woodpeckers From Space - Videokids

Antes dos pica-paus virem do espaço, em bonitinhas melodias euro disco ou italo disco, já eu conhecia o velho Pica Pau dos desenhos animados.
É triste, mas é verdade...

Mas estávamos em 1984 e os pica-paus vinham agora do espaço (e com o bico no rabo, mas curiosamente sem um rabo no bico) com um ritmo muito curioso criado pelos Videokids.
Quem?!

Pois... na verdade nada mais de interessante fizeram, foi o chamado one hit wonder.
E que sucesso, senhores!
(e senhoras)... (e meninas)... (e meninos)... (e seres animais inusitadamente dotados de inteligência)

Foi número 1 em vários países da Europa, numa altura em que os Anos 80 piscavam continuadamente o olho ao futuro, e a palavra "video" aparecia em todo o lado.

Nasciam como cogumelos clubes de video, ganhavam cada vez mais adeptos os videojogos e até estes senhores que misturavam um rap mais pop com os saudosos sintetizadores, se chamavam... VideoKids.

Não foram longe, mas convenhamos que o vocalista da banda ter morrido de um acidente de viação em 1991, impedia novas aventuras terrenas.
Resta o espaço e os... pica-paus.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Weekend - Earth & Fire

E então esse fim de semana?
Como é que foi?
Foram à praia? Ao centro comercial? Passaram o fim de semana no truca-truca?
Não quero saber.

Numa altura em que este blog parece ter estacionado nos anos 70, resolvi trazer aqui, a uma segunda-feira, este "Weekend", uma das mais melodiosas memórias auditivas do tempo do vinil.

Os meus pais tinham este tema numa colectânea que se chamava "Super 20", salvo erro, que à semelhança de outros discos, pouco era rodado nas aparelhagens.
Com o tempo cheguei à conclusão que sou muito mais melómano que eles, vá se lá perceber porque é que juntaram dezenas de discos...

Os holandeses Earth & Fire ( não confundir com os Earth, Wind and Fire, porque estes não têm o vento no nome, só nos moinhos lá da terra), gravaram este tema em 1979, o que leva à pergunta "o que é que faz um tema de 1979 na rubrica 'Sucessos Esquecidos dos Anos 80'"?
Bem... este tema bombou mais em Portugal nos início dos Anos 80 e... não sei se serve de justificação.

"Weekend" e os seus deliciosos sintetizadores, foi número 1 em Portugal, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Suíça e Minas Gerais, segundo a empregada da prima de um amigo.

Tal como há quatro postagens atrás, também aqui é refrescante relembrar o quão (gosto de dizer "o quão". "O quão é o melhor amigo do homem", já diz o adágio) sexy e curvilíneas eram as vocalistas dos anos 60 e 70.
E isto sem andarem meio nuas como a Shakira e a Rihanna.
Nada contra, nada contra...

Aqui neste caso, temos a bela Jerney Kaagman e o seu coleante e cintilante "uniforme" azul, como se fosse a candidata a Miss Star Wars.

Aos 67 anos, a senhora Jerney ainda contra-ataca o lado negro da força (o tempo não perdoa, só para acrescentar mais um adágio), bastando conferir o que vai para aqui.
O que pode comprovar que dançar os ritmos do Disco faz muito mais pela boa forma que essa moda irritante do Zumba.
Mas regressemos a 1979:

terça-feira, 16 de junho de 2015

Joe le Taxi - Vanessa Paradis

Quase que aposto a minha cama, como é mais fácil encontrar cinco orangotangos azuis a comer gelados no Jardim da Estrela, do que alguém que consiga dizer duas músicas de sucesso de Vanessa Paradis.

Se for uma, toda a gente se lembrará deste "Joe le Taxi", de 1988.

Vanessa Paradis, para além de ter um nome artístico do caraças, foi uma das ninfetas mais idolatradas de França (e de todo o mundo) nos Anos 80.
E  estamos a falar de um país perito em oferecer ao mundo lolitas de sonho.

Vanessa era uma espécie de Bardot dos novos tempos, doce, fresca e muito sexy, e com um toque especial dado pela abertura entre dois dos dentes da frente, muito antes de aparecer um tal de Nuno Guerreiro.
Mas não falemos de outras cantoras.

"Joe Le Taxi" esteve várias semanas no topo do top francês e também subiu alto nos tops de outros países, o que, paradoxalmente, fez a cantora ir-se abaixo.
Dificuldade para lidar com um sucesso super instantâneo aos 14 anos.

Feitas as contas, a bela Vanessa ainda só tem 42 anos.
Ainda assim o Johnny Depp trocou-a por outra.
Este Johnny é um pirata.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Do They Know It's Christmas? - Band Aid

Natal é quando um homem quiser.
Neste blog feito por um homem (da última vez que espreitei) o Natal é hoje.

Na rubrica "Sucessos Esquecidos dos Anos 80", chega a vez deste "Do They Know Know It's Christmas?", do colectivo Band Aid que, apesar de ter nome de penso rápido, sempre preferi à "sua concorrente" "We Are The World", dos USA For Africa.
Porquê?
Porque soava melhor aos meus sensíveis tímpanos.

Naqueles anos os artistas não se juntavam só em orgias de adolescentes e cocaína como hoje.
E se arregaçavam as mangas para injectar substâncias ilícitas nas veias, também o faziam por nobres causas, como combater a fome em África.
Embora só ensaiassem depois do almoço.

A Band Aid nasceu em 1984 e reunía nomes como George Michael ainda em versão "escondido no armário", Bono Vox, Phil Collins, Paul Young, David Bowie, Paul McCartney, Sting e muitos outros, notando-se a falta de estrelas femininas, ao contrário dos USA For África que tinham Diana Ross, Tina Turner, Cindy Lauper, entre outras.

Durante aqueles anos de autêntico "I don't care" em relação às letras das músicas pop em inglês, julgava que o refrão era qualquer coisa como " Bisa.... ó-ó...".
Foi só há alguns anos que a minha Princesa elucidou e ao mesmo tempo apagou uma bela memória melódica de infância...
Mas enfim, negar o conhecimento é burrice.

Agora sei que aquela malta cantava "Feed the world".
Muito mais bonito de se cantar.
Não tão engraçado de ouvir.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Dance With Me - Alphaville

Os Alphaville eram aquele grupo com música muita gira, com um vocalista muito feio.
Ou vice-versa, depende dos gostos.

Os maiores êxitos foram o "Forever Young", lema de vida do Manoel de Oliveira, ou "Big in Japan", mas ainda houve um par de outros singles que foram sucesso na altura e que hoje são Sucessos Esquecidos.
Daí que este seja um dos raros grupos que vão passar duas vezes por esta rubrica.

Este "Dance With Me" é de 1986, ano de Mundial de Futebol no México.

Fala da possibilidade de se esquecer tudo quando dançamos com alguém que amamos, como se entrássemos noutra dimensão, como se fizéssemos parte de um sonho, enfim, mais uma aula de danças de salão nos Alunos de Apolo depois de uma noite de copos.

É uma música cheia de sintetizadores como foi regra de ouro nos Anos 80 e é um videoclip com muitas permanentes e caras maquilhadas como também era usual naqueles tempos.
Eu só nunca cheguei a usar rimel e um pouco de blush nas bochechas sarapintadas porque era caro.
Preferia comprar o jornal desportivo do dia.
Enfim, escolhas.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Russians - Sting

O Inverno já acabou mas não serei só eu a sentir no ar um certo clima de guerra fria.
O conflito na Ucrânia entre ucranianos e separatistas pró-russos, mais uma ou outra desavença naquele antigo império de czares que só o Nuno Rogeiro saberia explicar, trouxe de volta a memória dos dias da cortina de ferro.

Em 1985, Sting estreou-se a solo com o álbum, "The Dream of the Blue Turtles"que deve ter sido um nome engendrado depois do cantor britânico ter inalado substâncias malucas.
Dentro do álbum, este belíssimo "Russians" concorria ao título de "Hino da Guerra Fria".

A canção não toma partido e explica que na política ninguém tem o monopólio do senso comum, até porque "russians love their children too".
Que é como quem diz em português "a raposa voadora cheira a sovacos podres".
Aprendam inglês comigo que eu não duro sempre.

Curiosamente, neste mesmo ano, Gorbachev chegava ao poder e, mais tarde, com a perestroika, nada seria como dantes.
Assim esperamos.

quinta-feira, 12 de março de 2015

We All Stand Together - Paul McCartney

Sabíamos que já estávamos nos Anos 80 quando víamos sir Paul McCartney cantar com sapos em vez de Beatles.

Este "We All Stand Together", também conhecido como a "canção dos sapos", foi uma autêntica pedrada no charco, o que é uma imagem apropriada.

Naqueles tempos os sapos faziam sucesso por todo o lado.
Ainda ecoava na memória o "Eu vi um Sapo" da Maria Armanda e já tínhamos um ex-Beatle não assassinado com esta musiquinha.
Isto para além daquele jogo de arcada em que tínhamos de ajudar um sapo a atravessar uma estrada cheio de trânsito e dos rumores que os franceses comiam perninhas de rã.
O que não sendo bem a mesma coisa, também faz um barulho do caraças à noite, se vossemecê viver perto do campo.

Habituados ao pop-rock do mais certinho dos Beatles, deliciámo-nos com este tema infantil que foi, no entanto, coisa séria.
Disparou nos tops de todo o mundo, tendo alcançado o 3º lugar do top britânico e, apesar de ser um tema de 1984, a 04 de Maio de 1985 estava ainda num sólido 5º lugar no top português!

quinta-feira, 5 de março de 2015

Cambodja - Kim Wilde

Já o escrevi noutros blogs, e repito aqui com a certeza que não será a última vez:
Kim Wilde era uma das mulheres mais sexy nos Anos 80 e raro era o adolescente que não tinha um poster desta loura atrás da porta.

A bela britânica era uma espécie de princesa da pop, uma Grace Kelly ligada à corrente, uma gata, como se dizia antes.

Os Anos 80 iam a meio quando comecei a gostar a sério das músicas de Kim Wilde, cuja carreira não iria durar muito mais tempo.
Cortesia do primo Zé, ainda cheguei a ter uma cassete com os quatro ou cinco maiores êxitos de Kim. E nela não estava este "Cambodja".

Era um tema que repousava numa zona pantanosa da memória, ouvido vagamente lá por casa da avó Catarina ou nas imediações do Ciclo Preparatório, onde estava a geração seguinte, admirada e temida pelos putos da Primária, como eu.

Graças a Mr. You Tube, pude voltar a ouvir este hipnótico e belo tema da bela Kim.
É de 1981 e aparece em todo o lado como "Cambodia".
Mas eu prefiro escrevê-lo "Cambodja".

No entanto aceito o pagamento de uma viagem ao sudeste asiático -com passagem obrigatória pela Tailândia para massagens e assim - para que possa tirar as dúvidas a limpo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

IN THE BURNING HEART - SURVIVOR

Aqui está um dos mais belos exemplos do rock mais pop dos Anos 80, também conhecida como a música do "Rocky".
Não, do "Rocky e da Amiga".
Só do "Rocky", neste caso, o IV.

Era um imberbe fedelho quando vi este filme na SFUA, Sociedade Filarmónica União Agrícola do Pinhal Novo e jamais me esquecerei do momento em que um efeito panorâmico colocava Sylvester Stallone numa parede daquela sala e Dolph Lundgren na outra, o Rocky e o Ivan Drago convergindo para a tela de cinema que fazia de ringue.
Mas não estou aqui para falar do filme.

Os Survivor, uma banda norte-americana de Chicago, assinou este tema em 1985, mas já em 1982 tinha oferecido ao mundo outro épico do rock dos Anos 80, "The Eye of The Tiger".
E curiosamente para outro filme da saga do boxeur italiano, o "Rocky III".

O grupo ainda mexia em 2014, mas a morte por ataque cardíaco do vocalista Jimi Jamison deverá ter matado de vez os... Survivor.