quinta-feira, 13 de abril de 2017

Endless Road - Time Bandits

Uma das mais bonitas dos Anos 80, que jamais será um sucesso muito esquecido, por causa do seu som contagiante cheio de sintetizadores e do videoclip com a mítica cena de um tipo a fazer de um cacho de bananas um xilofone.

1985.
O ano mais pop dos Anos 80.
Os Time Bandits, rapazes holandeses, gravam este autêntico one hit wonder (ganha um Magnum de framboesa quem conseguir dizer o nome de outra boa música deles) e aqui o escriba nostálgico, com 14, 15 anos, deleita-se a cantarolar o tema ou apenas a ver as imagens naqueles tops de fim de semana ou no "Countdown" de Adam Curry.

O célebre videoclip foi gravado na Austrália por cameramens cangurus (não confirmado) e estaá repleto de imagens de sol, surf, cidades malucas e sintetizadores espatafúrdios.
Para além da actuação da banda ao vivo.
(Uma expressão parva... haverá actuações "ao morto"? Talvez no "Walking Dead"...)

O xilofone bananesco está ali em baixo, no vídeo, a partir dos 01:51.
Recordem, divirtam-se que eu vou ali lanchar qualquer coisa que isto das bananas deixou-me com fome.

terça-feira, 7 de março de 2017

Os Pequenos Grandes Impérios

Quando éramos putos não era assim tão importante quem tinha os pais mais ricos, o carro maior ou a casa com mais pinta de castelo, porque partilhávamos tudo.
Mas um dos itens que contavam, pelo menos para mim, era saber quem tinha a maior e melhor colecção de banda desenhada Disney.
Eram os pequenos grandes impérios.

Começando lá pela minha rua, paramos primeiro na casa do Quim Paulo (o que é feito deste?), cuja mãe trabalhava na padaria que é agora palco da berraria da Igreja Universal.
Pois o Quim Paulo tinha uma colecção mediana, talvez parecida com a minha, e num certo dia trocámos tudo e voltámos a trocar sem grandes perdas no processo.

O Nelson tinha uma colecção onde pontificavam algumas relíquias como o famoso "Pato Donald nº 1500", edição especial que tinha aquela fabulosa história "O Segredo do Castelo" - lembras-te, Nelson?
Parte da colecção do Nelson ficava na marquise dele,  que dava passagem para o pátio/garagens e isso, só por si, era fascinante na altura.

Colecções Invejadas

Havia ainda a colecção do Rui Pedro, do Zé Cordas, do Sertório (50% da Marvel) ou a do Carocha, mas há que relembrar três grandes acervos, verdadeiros pequenos grandes impérios, dois deles alvos de tentativas de assalto, mas, de facto, não tenho sangue frio para uma carreira de ladrão ao mais alto nível.

Uma dessas grandes colecções era a do Samuel.
Dezenas e dezenas de revistas que ficavam sozinhas, aparentemente vulneráveis à minha cobiça/doença, numa velha casa de alma e arcadas caramelas, ali por cima do que era o café Beira Gare.
O facto é que nunca consegui lá entrar.

Salto até Setúbal.
Os filhos do Sr. António, chefe da minha mãe na extinta Control Data, também guardavam no quarto um espólio interessante: centenas de revistas Disney, muitas delas das mais caras, para além de colecções encadernadas e tudo o mais.
O poder de compra era evidente, porque não falhavam uma edição que fosse, dos "fininhos" "Pato Donald", "Pateta" ou "Zé Carioca" aos "Disney Especiais".

Mas a mais interessantes das colecções era a do tio Beto.
Pela dimensão, qualidade, boa conservação e, sobretudo, pelo lugar onde ele a escondia, entre revistas mais adultas que iam do erótico aos motores, passando por outro tipo de banda desenhada que não apenas Disney.
E que lugar era esse?
Debaixo da cama (redonda?) num quarto meio escuro, meio psicadélico, com uma cortina que separava a divisão da cozinha, fazendo com que tudo parecesse digno de um filme com passagens secretas.
Tantas vezes rondei aquela porta, com vontade de ler aquilo tudo, antes de ser chamado para o almoço, ou antes de ir embora!

Felizmente existe algo chamado "Síndrome de Peter Pan".
Tantos anos depois resgatei parte desse fascínio pelos pequenos grandes impérios, comprando velhos exemplares em feirinhas e afins.
E hoje tenho mais de 300 revistas que, sinais dos tempos, ninguém cobiça.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Detergente OMO

Nos anos do preto e branco, o detergente que saía mais vezes do armário era assumidamente OMO.
Sem qualquer tipo de preconceito era OMO e também racista:
Quanto mais branco melhor.

A marca tem mais de 100 anos e continua a haver OMO's por todo o mundo, não é só na TVI, na Moda Lisboa ou nas revistas que o Elton John esconde debaixo da cama.

Por exemplo, no Brasil há OMO por todo o lado, o que dificultou a selecção de um anúncio português entre os que estão armazenados no You Tube.

Escolhi este, de apenas 23 segundos, pelo delicioso pormenor da oferta de uma meia grátis em cada embalagem de OMO Super.

Uma meia apenas.
O que era natural, porque, naqueles tempos, a mulher que descobria de repente OMO, ficava por assim dizer, meio descalça.

Mas nos dias de hoje já ninguém estranha.
Há por aí um arsenal de kits de limpeza, desde detergentes líquidos ou até em cápsula, os que combatem o tártaro, perdão, o calcário, não esquecendo os amaciadores com todos os odores da natureza.
Mariquices.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Dallas

Parece mentira mas já não publicava aqui um velho conteúdo novo desde Maio.
Parece mentira mas este é apenas o segundo texto sobre uma série de televisão.
Parece 01 de Abril mas estamos a 02 de Janeiro.

Ora vamos lá a "Dallas".
( e recebê-las porque o Natal foi há pouco tempo.)

Esta foi a série que marcou a década de 80.
Girava à volta de negócios como a exploração de petróleo e a criação de gado, e o mesmo em relação a personagens: homens viscosos e grandes vacas.

Em pleno Texas, duas famílias em confronto.
Os famosos Ewing e os menos conhecidos Barnes.

Bobby morde na canela de Pamela e a partir daqui ficou tudo estragado.
Ele é um Ewing (interpretação de Patrick Duffy) e ela uma Barnes (a bela Victoria Principal); a velha intriga do clássico "Romeu e Julieta" ou do quase clássico "West Side Story", entre muitos outros.

J.R., um Granda Porco

Pelo meio, como grande símbolo da série, o pérfido, cínico, canalha e outros adjectivos mimosos, "J.R" (em Portugal "jota-erre" ou ainda mais comum "jê-erre"), papel da vida de um Larry Hagman que foi sem dúvida, um dos actores que mais encheram os bolsos na década de 80.

Para além do ódio ao irmão "Bobby", "J.R." terá mais tarde que lidar com a traição da própria mulher "Sue Ellen" ( a tal que se enfrascava logo de manhã), que também se enrola com um Barnes.

A menos que esteja a fazer confusão, o que é natural.
Nesta série quase todos foram para a cama com todos.
E não era para dormir.

Em Portugal, "Dallas" animou os serões de sábado à noite na RTP 1, a partir de 1979 ou 1981.

Lembro-me que no Parque de Campismo da Praia Verde, Algarve, juntavam-se várias pessoas à frente de um televisor a cores, colocado numa área aberta, sem tendas, fazendo do espaço um cineminha ao ar livre.

Às vezes lá apareciam cenas mais ousadas e a plateia, meio envergonhada, Portugal ainda a desabrochar meia dúzia de anos pós-25 de Abril, desviava a atenção do televisor e comentava o dia de praia e o tempo para o dia seguinte, sempre com um olho no ecran, ou não fosse a Pamela ser mordida outra vez pelo Bobby e não houvesse depois ninguém para contar como foi.

domingo, 2 de outubro de 2016

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Quando Era Novo Num Pinhal do Pinhal Novo

E regressamos de novo ao passado para um belo piquenique no pinhal.
Daqueles que têm frango ou sardinhas a assar, garrafões de vinhaça, futebolada e, no caso, pinhões de nostalgia, caídos aqui e ali, como lágrimas negras.
Chuif, chuif...

O tempo nesta sexta-feira 13 de Maio não está para milagres.
Ainda chove de vez em quando e venta.
Nas ventas.
Por isso dói-me a garganta há dois dias e peço desde já desculpa se o humor andar ausente.

Mas nesta manhã (ou tarde) de Primavera (ou Verão) de 1976 (ou 77, ou 78), fazia sol, como se pode ver pela luz que ilumina a caruma deste pinhal, no Pinhal Novo.

E éramos novos.
Eu e o Zé Cordas, a criancinha à esquerda.
Eu sou a criancinha à direita, que não às direitas, porque sou assumidamente fã da geringonça.

Por falar nisso, a geringonça de borracha que está ao meio é uma bola de gratas recordações.
Tantos e tantos derbies entre primos foram jogados.
Eram já Sportings x Benficas (mais tarde Itálias x Bélgicas e um dia explico porquê) com arte leonina e sorte lampiânica.
Tantos e tantos jogos perdidos por um, da forma mais absurda possível, como que se logo ali ficasse decretado por uma bola de borracha vermelha e branca (e não por uma de cristal), quem iria ter sempre mais sorte e quem teria sempre mais azar pela vida fora.

Obviamente que esta teoria simplista e superticiosa não explica tudo, mas aposto 100 euros e um seis pinhões como, neste preciso momento, não lhe dói a garganta como a minha me dói!! 
Humpf!

Aranhas Assassinas

Não tenho a certeza se foi desta vez, neste pinhal, que tive o mais horrendo encontro imediato com... um insecto.
Mas não um insecto qualquer, era daqueles que meninas como eu têm medo: aranhas.

No caso, uma aranha quase do tamanho daquela bola de futebol.

Jogava-se à apanhada.
Velocidade furiosa.
Parecia que, em vez de ser eu a correr que nem um maluco, eram pinheiros voadores que rasavam a minha cabeça.
Tropeços.
Mais velocidade.
E de repente, uma travagem brusca.

A centímetros da minha cara polvilhada de sardas, uma gigantesca teia de aranha, tecida com labor entre dois pinheiros, e, no centro da teia, a maior aranha e também a mais repugnante que vi até hoje.
E olhem que eu já desci o Amazonas com tarântulas que vinham comer à minha mão como cachorros.
Ou então não.

Mas ficaram com a ideia do tamanho do bicho.
Tenham medo, muito medo!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A Próxima Vítima

Tinha pensado começar este texto com a clássica pergunta "Quem Matou Odete Roitman?", até que a internet colocou a memória em ordem, relacionando essa questão à novela "Vale Tudo".

Assim sendo, já não sei porque coloquei esta "Próxima Vítima" na lista das "Novelas do Brasil" recordadas aqui no "Pretérito Perfeito", pois dela nada me lembro.

Por paradoxal que seja, o facto de ser uma novela de Sílvio de Abreu de 1995, ao invés de uma novela de Sílvio de Abreu de 1986, faz com que me lembre desta trama tanto como recordo o que almocei no dia 10 de Agosto de 1981.

Ao que parece a trama vivia do suspense sobre qual seria a próxima personagem a bater a bota e a aligeirar a folha de pagamento de salários da Globo.

Entravam os falecidos José Wilker e Yoná Magalhães, Tony Ramos, Susana Vieira, Lima Duarte, Paulo Betti, Natália do Vale, entre outros.
Teve mais de 200 episódios e quando em 1995 passou em Portugal "A Próxima Vítima", estava eu a ver se concluía a próxima frequência de um curso que frequentava cada vez menos.

E hoje fico-me por aqui, porque estou meio xôxinho.
Mas lá diz o ditado:
"Mais vale xôxinho que mal acompanhado".

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PLUTO

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Love Bites - Def Leppard

As melhores baladas que ouvi foram sempre da lavra de grupos do chamado rock pesado.
Aconteceu com os Guns n Roses, os Scorpions e talvez os Moonspell, se vasculhar bem no meio daquela gritaria gótica.
Não o vou fazer.

Hoje trago aqui os Def Leppard e "Love Bites".
À atenção de quem tem fetiches com vampiros.

Estas "mordidas de amor" é o sexto single do álbum "Cristina Ferreira", perdão, "Hysteria", de 1988.

Foi o "one hit wonder" deste grupo, atingiu o número 1 nos Estados Unidos e passou vezes sem conta nas rádios portuguesas no final da década dourada, os Anos 80, para quem anda distraído neste blog.

Sem muito mais a dizer sobre a musiquinha de hoje, aqui vai ela.
Pimba.

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SURFISTA PRATEADO

terça-feira, 12 de abril de 2016

O Sabichão

Para mim, este foi o tesourinho mais fascinante criado pela mítica Majora.
Uma mistura de Trivial Pursuit com Chapitô.

Era puto e ver um boneco vestido de mágico com uma vareta na mão, girar sozinho e acertar nas respostas certas, como se fosse um vedor da sapiência, só se explicava catalogando aquilo como uma arte circense.

Terá sido o único brinquedo que desfiz com a curiosidade de ver como funcionava, longe de conseguir explicar as leis da física referentes aos campos magnéticos.
Sim, também esventrei um cubo mágico e, antes disso, ainda tinha dentes de leite, aparei as unhas imaginárias de um urso de peluche que era o meu melhor amigo, o Rucas.

Claro que, depois de aberta a caixa azul do Sabichão, tal qual a de Pandora, todos os males do  mundo se precipitaram sobre mim (dura até agora, pelos vistos), ou pelo menos, a constatação de que o jogo estava arruinado.

O "Sabichão", da Majora, é já cinquentenário.
Foi criado em 1962 e foi reconvertido para smartphones e gadjets do género há algum tempo.

As perguntas eram variadas e com um assinalável grau de dificuldade.
Não eram do género "de que cor é o azul do céu?" ou "como se chamava a namorada do Pato Donald que tinha nome de flor?"

A boa notícia é que, ao que parece, a Majora continua a fabricar o jogo.
A má notícia é que não tenho nenhum.
Mas faço anos a 21 de Maio, por isso, quem quiser, chegue-se à frente.

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BAMBI

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Anúncio Schweppes - 1985

Enquanto vamos aturando seis meses de Inverno nada como recordar um dos mais míticos anúncios de Verão dos Anos 80.
Daquele tempo em que as noites pareciam sem fim e as preocupações sem início.

Nunca fui grande consumidor de Schweppes.

Tónicas estavam fora de questão e mesmo o Schweppes laranja, doce como um pudim, não estava no meu top de preferências; talvez pela dificuldade em pronunciar tão espatafúrdio emaranhado de consoantes, como se alguém tivesse despejado uma colher de sopa de letras em cima da mesa, e tentasse formar uma daquelas tábuas espirituais ouija só com massinhas.

Quantos de vós, espécie de pessoas, chegaram ao balcão e atreveram-se a pedir "Schweppes", sem que parecessem ter espirrado ou a Angela Merkel a dizer "bom dia" depois de levar com um sapato na tromba?

Mas não seria só por isso.
"Fanta" era fácil de pronunciar mas nem por isso a pedia mais.
O Sumol, esse sim, descia mais pela minha garganta que genitais masculinos pela faringe olímpica da Cicciolina.

Mas respeite-se uma marca como esta, criada, imaginem só, em 1783, parte do portfólio actual do Grupo Coca-Cola.

E relembre-se -porque são tão bons! - os belos anúncios que passavam nas nossas televisões, antes de mais um episódio do "Roque Santeiro" ou do "Justiceiro", como este, de 1985, que vai à boleia do "Everybreath You Take" dos Police, e que cantávamos, lá está, quando acabava a escola e começava o Verão.
"A vida mudou, tudo é diferente..." e trá, lá, lá, lá.

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SUPERHOMEM

terça-feira, 29 de março de 2016

Irreal Social - Ban

Os Ban eram os Cock Robin portugueses, mas em moreno e ligeiramente mais desafinado.

Ela era Ana Deus e ele João Loureiro, conhecido na época como "o filho do presidente do Boavista".

A designação do grupo tem duas origens, sendo uma delas a raiz da palavra "bananas", com inspiração ska, e a segunda - e esta não sabia - o acrónimo para Banda Académica do Norte.
Pelo menos é o que se lê na internet.

Pop melodioso para embalar aqueles dias dos Anos 80, a música dos Ban saltava da rádio como uma torradinha quentinha para o pequeno-almoço, uma imagem pseudo-poética provocada pela fome que já vou tendo.
Parecendo que não, almocei há mais de quatro horas e...

"Irreal Social", de 1988, é uma música com uma letra pateta mas que facilmente entra no ouvido.
Ideal para surrealizar por aí.

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VOVÓ DONALDA

quinta-feira, 17 de março de 2016

A Pilinha de Deus

Olá uma vez mais a todos os leitores e hoje, em especial, um olá mais caloroso a todas as leitoras, tarados, pedófilos e afins.
Estes últimos grupos, em especial os sacanas dos "afins", podem ir saindo, se faz favor, porque o menino da foto cresceu e já não tem cinco anos, mas quase cinquenta.
(chuif, chuif...)

Nestes idos de Março de 2016, tem sido hábito cirandar por ali, junto à capela, no Parque José Maria dos Santos, ainda e sempre no Pinhal Novo, mas não ouso arejar o pirilampo, para descanso dos corações das beatas mais entradotas.
E para desconsolo de todas as outras... cegonhas... que sobrevoam pelo menos duas vezes por dia aquela área, e poderiam se candidatar a levar para casa tão inesquecível pitéu.

Mas em 1975, 1976, tinha todo o à vontade para tirar a pilinha para fora e, ao mesmo tempo, posar para o fotógrafo e aliviar a bexiga.
Um dom natural que não foi potenciado com a expectável carreira fulgurante na pornografia ou na TVI.

Tamanha irreverência, junto à capela, também não me concedeu a dádiva divina de ser um novo Casanova, um Rodolfo Valentino, um D. Juan ou, vá lá, pelo menos um Pinto da Costa.

Mas ficaram uma ou duas lições que decorei desde essa tenra idade:

- Se não estiveres em casa e a vontade vier, mictarás sempre com atenção às tuas costas, nem que seja encostado a um poste, porque o mundo está a ficar cada vez mais estranho...

- Uma vez mais, se andares pela rua e estiveres à rasquinha, urinarás sempre com prazer e deleite, porque um xixi ao ar livre é dos melhores prazeres gratuitos desta vida.
(mas não o faças junto a uma capela, se já não tiveres cinco anos)

E pronto, foi mais uma estória de quando era "O Pequeno Johnny", de quando era miúdo.
Uma estória de miudezas, portanto.

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O HOMEM ARANHA

terça-feira, 15 de março de 2016

Jacky, o Urso de Tallac

Foi uma das séries de animação que mais marcaram a minha infância.
E tanto assim foi que um dos cães dessa época, um lindo exemplar de olhar meigo e arraçado de cocker, ficou com esse nome.

E há ainda hoje muito "Jacky" em mim, não só a nível de pilosidade abundante, mas sobretudo ao nível da memória:
Nunca mais esqueci a letra do genérico.
Oh p'ra ela:

Jacky, Jacky
Corre mundo
Como é bom ser livre
e feliz lá no fundo

E por aí fora, numa grande parceria Carlos Alberto Vidal e Tozé Brito, muito melhor que essa coisa de juntar "Ujos", Miguéis e Antónios, Araújos e Zambujos.
Já me estou a dispersar...

"Jacky", série de animação, de origem japonesa, começou a ser transmitida em Portugal, a partir de 1979, pela RTP, claro.

Muito resumidamente, contava a amizade improvável entre o pequeno Jacky e um índio, que após a morte da mãe da Jacky, adopta o pequeno urso e também a sua irmã Nuca.

Depois deste bonito gesto de altruísmo, muitos anos depois, o agradecimento dos ursos é esventra o coitado do Leonardo DiCaprio.
Não se faz.

"Jacky, o Urso de Tallac" apenas teve 26 episódios.
Mas foram inesquecíveis.

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PROFESSOR PARDAL

segunda-feira, 14 de março de 2016

Flash - Queen

No mundo dos Super Heróis houve pelo menos três "Flashes":
O simplesmente Flash, o Flash Gordon e o flash da máquina fotográfica de Peter Parker, quando não era o Homem Aranha.

Este "Flash", dos Queen, é o Gordon.
Ou o gordo, para melhor diferenciarmos do outro Flash, rápido como uma flecha.

Tema electricamente pop de 1980, foi escrito por Brian May e fez parte da banda sonora de "Flash Gordon", cujas imagens ainda aparecem no video dos Queen.

Se bem estão lembrados, "Flash Gordon" é um filme de ficção científica, que conta como o Imperador Ming quer conquistar o Planeta Terra.
"Flash Gordon" é um jogador de futebol norte-americano que, juntamente com uma jornalista, são convencidos por um cientista a viajar até ao Planeta Mongo (hum?) para tentar salvar a Terra.

Não vi, mas parece pateta.
Parece que o melhor disto tudo é mesmo a música.
Aqui vai ela.

sexta-feira, 4 de março de 2016

1º ANIVERSÁRIO do PRETÉRITO PERFEITO

Na próxima 5ª feira, 10 de Março, assinala-se oficialmente o 1º aniversário deste blog.

Com apenas 70 conteúdos publicados (excluindo as imagens dos "Posters") e pouco mais de 1500 visualizações, a conclusão crua e honesta que se retira da existência do "Pretérito Perfeito", em jeito de balanço mas, vá lá, recorrendo a algum eufemismo, é que o blog não pegou.
Nem era expectável que pegasse.

Da minha parte, sei que falta a publicação de mais conteúdos, mais e melhor promoção, mais memórias, mais humor.

Acredito, no entanto, que este é o blog dedicado à nostalgia  - e aos Anos 80 em particular - mais bonito da internet.
Assim mesmo, num raro assomo de imodéstia, como pode provar quem bem me conhece.

Não será o blog de recordações mais fidedigno, mais completo, mais fundamentado, no fundo, mais trabalhado (embora sempre tenha escrito que nesta primeira fase a abordagem passaria apenas pela publicação simples de itens de memorabilia pop), mas não vai encontrar nenhum assim, mais que não seja porque junto as minhas fotos de infância e isso é algo que o mundo já julgava erradicado.

E como continuo a acreditar no blog que nasceu numa mesa de um café, numa fria manhã do Inverno passado, aqui fica a promessa à beira do final deste Inverno:

A partir de 14 de Março, o "Pretérito Perfeito" vai ser publicado ininterruptamente de segunda a sexta.
Pelo menos para já.

Eis alguns dos (deliciosos) próximos temas:

  • "Flash Gordon", dos Queen
  • "Jacki", desenhos animados
  • JP mostra a pilinha, em foto de infância, claro
  • "Irreal Social", dos Ban
  • Schweppes, publicidade vintage
  • O Sabichão, um tesourinho fascinante
  • "Love Bites" dos Def Leppard
  • "A Próxima Vítima", novela
Então, até breve.

Não se esqueça que estão aqui "os melhores anos das nossas vidas".

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O Micro Herói

Naqueles anos de fogosa criatividade havia filmes maluquinhos assim, como este de 1987, em que um tipo, miniaturizado, viaja dentro do corpo de outro homem.

Nos dias de hoje, e só falando do mainstream, o filme de maior sucesso com uma temática mais ou menos parecida (um homem dentro de outro) foi o "O Segredo de Brokeback Mountain".
Adiante.

"O Micro-Herói", do género ficção científica-cómica-non sense-quem é que se lembrou disto?, contava a experiência top secret de injectar um piloto norte-americano miniaturizado, com nave e tudo, no corpo de um coelho, mas que, depois de um ataque terrorista, acaba antes injectado no melindrado e susceptível aos mais descabelados sintomas psicossomáticos, corpo de um hipocondríaco (não sei o que é).

Bem divertido, contou com as interpretações de Martin Short (pelo nome poderia ser ele o micro-herói, mas aqui é o hospedeiro involuntário da experiência), Dennis Quaid e Meg Ryan, estes dois últimos, durante muitos anos, um dos casais "mais bonecos" de Hollywood.

Aqui fica o trailer deste disparatado mas divertido filme.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Cornetto

E então?
Saudades do Verão?
Cansado dos dias cinzentos?
Tem uma unha encravada?

Em relação a esta última não sei o que vos diga, mas achei que hoje era dia de lamber Cornettos.

Desde sempre um dos mais famosos gelados da Olá (no Brasil "Gelato"), o Cornetto é uma marca criada em 1973, há mais de 40 anos.
E não há quase ninguém que não tenha passado os beiços pela cremosidade de um Cornetto, seja de morango, chocolate, baunilha, ou os míticos Moka e... Whisky!

Apesar de ser dos mais caros, (em 1980 custava uma nota de 20 escudos) era quase sempre o que pedíamos na praia, para saborear bem devagar, até ao bónus do pedacinho de chocolate no fim do cone.
Nham, nham!

E eram também dos Cornettos os melhores anúncios da Olá.

Aqui recordamos aquele que ficou na memória colectiva, por ter uma bonita medodia que prometia dias felizes.
E foram mesmo!

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MILU

Oração - António Calvário (1964)

Última rubrica de uma série de 16, desta 1ª fase do "Pretérito Perfeito".
E já lá vai quase um ano com recordações dos melhores anos das nossas vidas.

Em "Festival da Canção" a ideia é recuperar as canções vencedoras dos primeiros 30 anos do Festival RTP da Canção, quando as famílias ainda se reuniam na sala para sorver tintim por tintim do espectáculo: intérpretes, figurinos, orquestrações, apresentadores e até as votações das capitais de distrito.

Desta vez, a publicação da rubrica não seguirá um critério aleatório mas sim cronológico, com todos os vencedores a passarem por aqui, entre 1964 e 1993.

Antonio Calvário venceu em 1964.
Rezam as crónicas que era um dos galãs da época e dono de uma voz portentosa, o que liga bem com este "Oração", algo entre um fado e uma prece ao Senhor.

Eram ainda os dias do governo ditatorial e caduco de Salazar, e da Santíssima Trindade, não a do Pai, Filho e Espírito Santo, mas a dos "3 Efes", Fado, Futebol e Fátima.

De facto, a canção poderia ter se chamado "Mouraria" ou "Golo", que para o ditador beirão seria a mesma coisa.

Mas não para os mais esclarecidos.

"Lá fora", a canção foi presenteada com 0 pontos, chegando mesmo a ser apupada em Copenhaga.

Mais sorte teve Calvário, apesar do nome.

Antes já tinha sido "Rei da Rádio" e depois a carreira prosseguiu, até ser mesmo repescado para as lides artísticas nos anos 90.

Daqui por dois anos assinalará 60 anos de carreira.
A voz, já não é a mesma, e as estranhas colorações do seu cabelo relegam-no para a categoria de "Bizarrias do Passado" e apagam os últimos resquícios de estrelato.
É a vida.

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                   MINNIE

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Praça da Independência, Anos 70

Esclarecimento prévio:
Não, nunca tive raquitismo e também não, jamais participei em corridas de póneis.

A bizarra memória perpetuada na foto acima diz respeito à Praça da Independência, do Pinhal Novo dos anos 70. 
Talvez 1976, 1977.

Foi sempre um espaço nobre do Pinhal Novo, mesmo nesta versão baldia, antes das fileiras de plátanos que não tiveram tempo de crescer e da actual configuração versão Século XXI.
E foi sempre um espaço nobre porque ficava perto da estação de comboios, peça central e berço da história pinhalnovense, e porque ali se realizou, anos a fio, o mercado mensal.

Na foto vêem-se apenas cinco edifícios - hoje só há espaço para mais um - e o meu é o do meio.
Apareçam quando quiserem.

No segundo, a contar da esquerda, e no rés do chão, ficava a mercearia do Sr. Alberto - também conhecido como "Caracol" - esmerado estabelecimento para onde eu era enviado aos chamados "mandados", em nome da minha querida e saudosa avó Catarina.
Hoje funciona ali uma óptica.
O que é irónico, porque deixei de ver ali um pedaço do meu passado.
Enfim, é uma maneira de ver as coisas.

O Tempo Passa a Correr

Esta verdadeira praça da alegria tem sido o principal décor do filme da minha vida.
Aqui fica uma vertiginosa viagem no tempo:

Golos marcados em balizas pequenas, pontapés em caixas vazias de sapatos nas segundas pós-mercado, corridas a jacto para apanhar o comboio, reforma agrária junto à estação, o sítio onde seguia para a preparatória, mais mercados no segundo domingo do mês, corredores de roupas, queijos e enchidos, sapatos - muitos! -, flores e muito mais, procura de revistas Disney, mais corridas para apanhar o comboio rumo à universidade, a Feira de Maio com carrosséis, os circos, o Citroën estacionado junto a uma poça de água, o bizarro edifício do Mercado Municipal, o novo edifício do Mercado Municipal, a Biblioteca, os passeios com o Mickey, as Festas Populares do Pinhal Novo, a mão da Princesa na minha mão, a ginjinha em copo de chocolate, o fogo de artifício e o fim de festa.

Fim de festa?
Não, de todo.

A Praça continua de pé e eu continuarei a passar por ali até quando Deus quiser.
Desde que seja eu a escolher o que vou vestir quando sair de casa.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A Banda - Chico Buarque

A menos de dois meses do 1º aniversário do blog, ainda há rubricas a estrear no "Pretérito Perfeito".
Parece mentira, mas ainda não se tinha aberto aqui espaço para a MPB.

Comecemos então com pompa e circunstância, com direito a banda e tudo.

As poucas músicas made in Brasil que se ouviam lá em casa, nos idos de 70, eram xaropadas do Nelson Ned, do Roberto Carlos e outras que tais.
Daí que só tenha tido contacto com os grandes monstros da Música Popular Brasileira - Elis, Chico, Caetano, João Gilberto - na adolescência.
Mas ainda fui a tempo.

Chico Buarque de Hollanda está no meu top 5, claramente.
Pelas geniais composições, pela voz, pelo carisma.

E este "A Banda" é daquelas coisinhas que transforma um empedernido melancólico num entretido melódico.

Tema de 1966, "A Banda" venceu o II Festival de Música Popular Brasileira e a seguir vendeu 55 mil cópias em quatro dias.
E não, não havia iTunes.

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Huguinho, Zezinho e Luisinho

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

J'aime la Vie - Sandra Kim

Sábado, 03 de Maio de 1986.
Perto da meia-noite.

Muitos anos antes das cantoras com barba, das fantasias de monstro, dos duos lésbicos e do lobby gay, Sandra Kim vence o Festival da Eurovisão.

E tudo com uma cançãozinha doce, positiva, sem pretensões.
Foi a noite em que todos cantámos "J'aime la Vie".

Eu tinha 14 anos, Sandra Kim só 13 (mentia dizendo que tinha 15), mas mesmo a distância entre Portugal e a Noruega, onde se realizou o Festival, não impediu que me apaixonasse ali, naquele momento, pela loirinha belga.

Sandra Kim conseguia o seu one hit wonder e eu, uma melodia para cantar a toda a hora.

"J' aime la Vie" transmitia o gosto da jovem Sandra pela vida (não é difícil quando se tem 13 anos), nomeadamente comer gelados, sair com os amigos ou ouvir música no walkman.

Obteve pontos de todos os países, mas correu o risco de ser desqualificada, precisamente por causa dos 13 anos da cantora, mas a Eurovisão fez ouvidos moucos para os protestos, porque só tinha ouvidos para esta canção que significava, ao mesmo tempo, que ainda não era o tempo de abandonar as melodias cantadas em francês.

Antes de recordarmos Sandra Kim e o "J'aime la Vie", em 1986, aqui fica um salto no tempo para 2011, quando o tema assinalou as bodas de prata.
Uma Sandra Kim, com 38 anos, replicando as cenas do vídeo de 1986.
Aqui.

E aqui em baixo, la vie en rose de Sandra e de todos os que éramos jovens em 86.
A vida parecia vir a ser feita em tons de algodão doce, não era?
Mas nem tudo é sopa de nabos.
Há que ter fé e cantar "J'aime, j'aime la vie"!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

NOSTALGIA SUSPENSA


A GERÊNCIA INFORMA QUE O "PRETÉRITO PERFEITO" REGRESSA NO DIA 12 DE JANEIRO, COM MAIS REGULARIDADE, ASSIM HAJA SAÚDE.

UM FELIZ 2016 PARA TODOS!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Chalana

Num final de tarde da primeira metade da década de 80 conheci um dos narizes mais famosos do país.
Não era o Júlio Isidro quem me cumprimentava na sala da minha avó Catarina.
Era o Chalana.

E quando falo num dos narizes mais famosos, também podia muito bem escrever "bigodes", "cabelos" ou "anões", mas é justo que escreva "jogadores".
Um dos mais famosos jogadores portugueses dos Anos 80.

Fernando Chalana era primo da minha tia Cristina, casada na altura com o meu tio Afonso, irmão da minha mãe, filho da minha avó Catarina, só para explicar como ele aparece na sala da minha avó.

Foi um cumprimento rápido, duas ou três palavras, nenhum fascínio da minha parte.

Eu era um adolescente que só dois, três anos antes passara a ligar mais ao futebol e tinha decidido ser do Sporting até final da minha vida, por isso, ver ali o pequeno grande jogador do Benfica, não teve o mesmo nível de frisson que teria se visse, diria, o próprio Júlio Isidro, só para voltar ao início do texto.

Não há nenhuma razão coerente para ter dado início a esta nova rubrica "Cromos da Bola" com o Fernando Chalana, mas estamos a falar de um dos mais brilhantes extremos do futebol português antes do tempo do Figo, do Quaresma, Rui Barros, Cristiano Ronaldo e até do Futre.

O Pequeno Grande Genial

Encantava o Estádio da Luz com as suas fintas em velocidade e teve os seus momentos mais gloriosos ao serviço da Selecção Nacional no Euro 84, em França.
A arte do seu pé esquerdo levou-o de novo a França, contratado pelo Bordéus, na que foi uma das primeiras grandes transferências com jogadores nacionais, e com uma pipa de massa que permitiu fechar o terceiro anel do Estádio da Luz.

Ficou também conhecido como o "Pequeno Grande Genial" em Portugal ou "Chalanix" em França, pelas suas parecenças narigudas com a personagem de bd "Astérix".
E no final da carreira tornou-se mais falado pela sua atribulada relação conjugal do que pelas suas jogadas (acabou no Estrela da Amadora).

Foi o tempo de Anabela, a esposa que mandava lá em casa e até na carreira dele.
Há quem diga que foi a sua Yoko Ono ou a sua Kryptonite, mas não vou julgar.
Isso era meter o nariz onde não sou chamado.

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ZÉ CARIOCA

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Bye Bye Love - Everly Brothers

Esta é provavelmente a canção de desgosto de amor mais alegre de todos os tempos.
"Bye Bye Love", cantada em festa pelos Everly Brothers.
Se calhar o amor não era grande coisa...

Tema de 1957 - o que constitui uma das maiores cambalhotas no tempo efectuadas neste blog -, foi considerada uma das 500 melhores músicas de todos os tempos e teve inúmeras versões, a mais conhecida, de George Harrison.

Os Everly Brothers eram formados pelos irmãos Don Everly, misturavam rock e country e fizeram muito sucesso nos anos 50, os chamados "anos dourados", mas não os meus anos dourados dos Anos 80.

Separaram-se em 73 (não em 73 pedaços, mas em 1973), mas regressaram 10 anos depois com um álbum produzido por Paul McCartney que fez sucesso nos dois lados do Atlântico, e repare-se que não estou a falar de Cancún e do Seixal.

Para além de me apetecer partir a aparelhagem sempre que ouço o tema após separações amorosas (e eu separo-me muitas vezes), até acho o tema simpático.
Mas prefiro o "Wake Up Little Susie" que eu utilizava para mandar o meu irmão para a escola.

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Os Strumpfs (ou Smurfs)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Pasta Medicinal Couto

Era a pasta que andava na boca de toda a gente.
Prova de que não existia a ASAE e as questões higiénico-sanitárias eram preocupações de mariquinhas e betinhos.

A Pasta Medicinal Couto, a primeira grande pasta dentífrica de Portugal, que conhecemos através de míticos anúncios publicitários, ainda existe, apesar dos seus 83 anos, idade em que já não há muitos dentes para lavar.

Há três anos, o principal accionista da Couto, garantia que a pasta continuaria a ser vendida até 2017, pelo menos.
Depois deverá ser vendida.
Não sei se à Colgate, à Sensodine ou à Elixir Mágico.
A Elixir Mágico é uma marca de dentífricos que lançarei em breve, à base de uma aguardente de tremoço que se bochecha e deixa os dentes branquinhos como a neve.
O nosso mote vai ser "se lavar os dentes, não conduza".

Já a Pasta Medicinal Couto, para além do orelhudo slogan "anda na boca de toda a gente", tinha também o tal anúncio em que um dançarino negro agarra uma cadeira pelos dentes, para mostrar que tem presas fortes, como um leão.

Adoro a sensação de frescura na boca, sempre que acabo de lavar os dentes, mas até hoje não me apeteceu mordiscar a perna da mesinha de cabeceira ou o armário onde guardamos os chinelos.
E até lhe diria para que não repita o que se vê no filme, em casa, mas, honestamente, não quero saber.
Força com isso.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Quando eu era Princesinha

As memórias que recupero hoje foram tabu até há bem pouco tempo.
Como quase todos os homens deste mundo tive a minha fase travesti.

Aconteceu uma única vez por volta dos meus três aninhos, isto se se considerar irrelevante dois anos na adolescência em que ia para a escola com a lingerie da minha mãe.

Quanto ao momento retratado acima, aconteceu por volta de 1973, 1974.
Vestido com uma espécie de... unn... vestidinho curto, uns sapatinhos ortopédicos que mais parecem umas sabrinas, meias branquinhas puxadas bem para cima, como se fossem collants e com um cabelinho comprido e sedoso, eis o pequeno Johnny transformado em princesinha da classe média!

Esta linda menina de pernoca bem aberta na varanda do seu 3º direito, e que por pouco não seguia o exemplo do filho do Nené, contentava-se a brincar com... molas de roupa!!

E diz a lenda que permanecia assim, entretido com tão pouco, horas a fio, podendo até os meus pais ausentarem-se para um fim de semana em Benidorm que, quando viessem, lá estaria eu na mesmíssima posição, embora sub-nutrido, e possivelmente mijado e cagado pelas perninhas abaixo...

Há que dizer aos nojentos pedófilos que têm estado a ler isto de braguilha desabotoada, que o menino/princesinha da foto cresceu, é um heterosexual de 44 anos e só frequenta o Parque Eduardo
VII por alturas da Feira do Livro e mesmo assim nem sempre.
Mas por hoje chega de falar de gajas boas, isto é, de mim.

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CAPITÃO HADDOCK